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Fúria e Fanáticos culpam direção da Império por quebra-quebra e não querem que punição de estenda as outras torcidas
Representantes das três maiores torcidas organizadas de Curitiba repudiaram as declarações do secretário de segurança do Paraná, Luiz Fernando Delazari, sobre a possível extinção destas agremiações em todo o estado. A opinião é unânime, proibir a existência das torcidas não acabará com a violência dentro e fora de campo. O quebra-quebra que aconteceu no Couto Pereira no domingo (6), colocou em pauta novamente um assunto que já vinha sendo discutido entre as lideranças das organizadas, Polícia Militar e Ministério Público ao longo de 2009.
O presidente da Império Alviverde, Luiz Fernando Correa, o Papagaio, confirmou que alguns membros da diretoria de sua torcida participaram e incentivaram a invasão do campo. “Realmente existem aqueles que usam a organizada para provocar tumulto, roubos e violência, mas existem muitas pessoas que foram a campo e não se envolveram. Eu posso disciplinar os vândalos e impedi-los de entrar na sede da torcida mas não de entrar no estádio. A lei da o direito de ir e vir, eu não posso passar por cima disso”, disse Papagaio. Ele afirmou estar colaborando com os policiais do COPE na identificação dos culpados. “Pessoas violentas existem dentro de todas as torcidas, cabe agora ao Ministério Publico punir os culpados”.
A direção do Coritiba vem culpando a Império como a única culpada pelo quebra-quebra de domingo. Mas para Papagaio, boa parte da culpa é da má administração do clube pela diretoria, fazendo com que este caísse para a segunda divisão. Em imagens feitas no campo é visível a agressão feita por Osvaldo Dietrich, coordenador de eventos do Coritiba, a um torcedor do Fluminense. Um membro da diretoria do clube também incentivando a pancadaria.
Para o presidente da torcida organizada Fanáticos, o vereador Julião Sobota, faltou liderança por parte de Papagaio para impedir a invasão e o ataque aos policiais. “Nos reunimos com os membros das três torcidas, e sempre o discurso era o mesmo, buscar a paz nos estádio e extinguir os bandidos vestidos de torcedores. Mas não é isso que acontece. Basta citar o caso do Reimackler Graboski, que é vice-presidente da Império, e estava no campo incentivando a violência. Por isso da pra se ver como a diretoria da torcida deles não fala a mesma língua”.
Julião afirma que extinguir as torcidas não resolve. “O Delazari fala isso porque não entende nada de segurança pública, basta ver os inúmeros casos violência que acontecem no estado. São Paulo extinguiu as organizadas e as jogou para clandestinidade, o que resultou em mais violência. Passamos muito tempo desenvolvendo projetos com as torcidas para diminuir os casos de violência, e tivemos êxito, daí acontece uma barbaridade desta por falta de liderança e a imagem das torcidas fica manchada. Temos que achar os culpados e puni-los, não deixar que pessoas que não tiveram nada a ver paguem”, frisou Julião.
O vice-presidente da Fúria Independente, João Luiz de Carvalho, disse em nome da organizada do Paraná Clube que este fato é um problema da Império e que eles devem resolver seus próprio problemas. “Já conversamos com o Ministério Publico e amanhã à tarde nos reuniremos novamente. Eles nos garantiram que não vão extinguir as torcidas, pois tem acompanhado nosso trabalho e visto que os casos de violência são de responsabilidade de poucos. Não se pode generalizar. Os torcedores da Império causaram isso e agora terão de assumir a culpa”, finalizou Carvalho.
Publicado por Jadson André
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